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Still Christmas :)

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Happy New Year

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O ano está acabar... diz que é uma espécie de 2006!

Entretanto, já não posso ver o meu portfolio à frente. e-Portfolio, para ser precisa - acrescentem "pseudo" atrás, que fica mais próximo da realidade. Quase quatro anos na faculdade, para chegar a este momento e andar à procura de trabalhos e mesmo assim não encontrar grande coisa digna de pôr no portfolio. Ainda por cima já estou cansada de trabalhar no Flash todos os dias, várias horas. Mas afinal não estava de férias? Diz que é uma espécie de férias, não é? :| Além disso, encravei aqui no puto do scroll que não consigo fazer com que funcione! É giro, não é? Tãaaaaaaaaaaao fofinho... Já estou como a outra: "Ó Mãiiiiiiiiiiiim.. tou tãum cunfusaaaaaaaaaaaa!" :P

E as músicas todas folclóricas na TBGalicia? Giras, não são? "Rebola o pai, rebola a filha"? Mas que raio? Bem, sempre é melhor do que "24"!!! Sim, para quem não tem estado neste mundo nos últimos... anos (?), ainda dá. Pois é, pois é. Quem não gostar (como eu), pode sempre ver o "Alves dos Reis" na RTP Memória ou aproveitar as últimas horas da SIC Comédia.

Em relação ao caso do dia: se matam uma pessoa (ainda que seja o Saddam Hussein...), será que os carrascos não deveriam ser condenados à morte também? Só deixo a pergunta, porque tenho a minha opinião mais ou menos formada e já sei que isto levanta discussões por todo o lado e não me apetece chegar a tanto agora. Tenho tanto em que pensar que este caso me parece mais pequeno de cada vez que olho para os meus livros de Design.

Sim, eu tenho lido bastante: "Guia do Design Gráfico Digital" e "Basics Design: Typography".. coisas e tais deste tipo! Sim, a propósito do pseudo-e|portfolio.. Vamos lá a ver se ao menos depois funciona e se me chega para uma nota simpática... Gostava de acabar bem o curso (melhorar o que já está feito, se possível). Não sou obcecada pela minha média, mas tenho algum brio nisso, o que não faz mal nenhum. Aiaiaiaiaiai, ano de finalista! :S Vou estagiar no próximo semestre (3 meses algures aí perdidinha) e já anda toda a gente a falar disso (toda a gente = a minha turma = dez alunos :] Grande turma! =D Sem ironias!).

E, como se não bastasse o stress do estágio e do último ano, estamos na época da engorda, por isso, diz-se por aí que é uma espécie de dieta! Aiaiaiaiaiaiaiaiaiai! Ai vai ser vai, com o pão a subir 20%! (Bem, menos gasto no ginásio :$)

Estou tão demente que me sinto cansada. Ou era ao contrário? Podia jurar que alguém me mandou um convite para um grupo no Hi5 chamado "Noddy, lord of the darkness"! Não sabia ao certo de quem era, por isso apaguei o mail - podem mandar-mo outra vez? Gostava mesmo de entrar para esse grupo. A sério! Mas mesmo mesmo mesmo mesmo mesmo, mas mesmo mesmo mesmo mesmo a sério! (Convincente? ;x) Aiaiaiaiaiaiaiai... era quem levasse duas lapadas...

E agora, não sei por que motivo, lembrei-me de que tenho que coser os emblemas e as ceninhas na capa - porque quero e porque quero e pronto! :X E se calhar já ia dormir, não era? Já estou a dizer muitas vezes "e" e "aiaiaiaiai". Vou seguir o meu conselho daqui a um bocado.. Vou só trabalhar mais um bocadinho. :| Enquanto ouço à Banda Sonora Original do filme "Corpse Bride". A banda sonora é do Danny Elfman, por isso já sabem que é de qualidade! :)

689 - Brasil - terceira morte em dois meses

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Anorexia mata de mais uma jovem brasileira

Uma brasileira de 23 anos morreu de complicações cardíacas causadas pela anorexia de que sofria desde 2003, informou hoje a imprensa local.

Beatriz Cristina Ferraz Lopes Bastos faleceu na noite de Natal no Hospital Santa Casa de Jaú, a 296 quilómetros a Oeste de São Paulo.

Trata-se da terceira vítima brasileira conhecida de anorexia, nos últimos dois meses.

Amigos de Beatriz afirmaram que ela media 1,57 metros e pesava apenas 35 quilos pouco antes de morrer, segundo o diário Folha de São Paulo.

Formada em Letras, a jovem foi obesa na adolescência e emagrecer tornou -se numa obsessão, segundo os mesmos amigos.

"Quando éramos namorados ela já dizia que não queria comer nada. Chegava a passar um dia inteiro sem colocar nada na boca", afirmou ao diário o namorado de Beatriz, Leandro Murgo, de 26 anos.

A 14 de Novembro a modelo brasileira Ana Carolina Reston Macan, de 21 anos, morreu de complicações causadas pela rigorosa dieta que mantinha para ficar magra.

O caso teve repercussão internacional e fez com que agências de modelos passassem a exigir certificados médicos e exames de sangue ás jovens modelos.

Dias depois, a universitária Carla Sobrado Casalle, de 21 anos, que também sofria de anorexia, morreu na cidade de Araraquara, a 273 quilómetros a Noroeste de São Paulo.


Fonte: JN Online

Jokes

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Encontrei isto no meu mail...
A Blu mandou-mo há quase um ano! :D

1. Two antennas meet on a roof, fall in love and get married.
The ceremony wasn't much, but the reception was excellent.

2. Two hydrogen atoms walk into a bar.
One says, "I've lost my electron."
The other says, "Are you sure?"
The first replies, "Yes, I'm positive..."

3. A sandwich walks into a bar. The bartender says, "Sorry we don't
serve food in here."

4. A dyslexic man walks into a bra.

5. A man walks into a bar with a slab of asphalt under his arm and says:
"A beer please, and one for the road."

6. Two cannibals are eating a clown. One says to the other: "Does this taste funny to you?"

7. A man complains, "Doc, I can't stop singing 'The Green, Green Grass of Home.'"
"That's the Tom Jones Syndrome," explains the doc.
"Is it common?" asks the man.
"It's Not Unusual," says the doc.

8. An invisible man marries an invisible woman. The kids were nothing to look at, either.

9. Deja Moo: The feeling that you've heard this bull before.

10. I went to buy some camouflage trousers the other day but I couldn't find any.

11. I went to the butcher's and wanted to bet him 50 bucks that he couldn't reach the meat on the top shelf. He said, "No, the steaks are too high."

12. A man woke up in a hospital after a serious accident. He shouted, "Doctor, doctor, I can't feel my legs!" The doctor replied, "I know -- I cut off your arms!"

13. Two Eskimos sitting in a kayak were chilly; but when they lit a fire in the craft, it sank, proving that you can't have your kayak and heat it too!

14. Two fish swim into a concrete wall. One turns to the other and says, "DAM!"

Novo link

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Foi adicionado um link à barra de links do Weedeias. :)
Em Sites, podem agora encontrar a ligação para o site The Style Files, cheio de grandes ideias. (Gostei da cadeira para amantes de livros ;))

X-mas

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Vá, Manu, conta lá: quantas 'sexy hot sisters' recebeste no Natal? :P
(Apeteceu-me fazer um post destes ;P)
P.S: - Ficaste bem na foto... :]

622 - "All I want for Christmas...

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... is YOU...R sexy, hot sister". Palavras do Manu (aka Psicólogo Deprimido).
És mesmo............. gay! :X (Já sabias que eu ia dizer isto e já! :P)
Olha que não sei se deixe a minha irmã nas tuas mãos, porque tu não és seguro!

Aos meus "gayzinhos", aos meus amigos, aos meus inimigos, à minha família, aos meus conhecidos, aos (meus ;P) desconhecidos e aos que não se enquadrarem nestes grupos, um Feliz Natal. =) Sei que há pessoas por aí que não merecem ter uma consoada decente, mas como provavelmente essas são as que mais depressa conseguem safar-se, só me resta esperar que os outros tenham uma consoada óptima na medida do possível.

Ao Manu: depois tens que me dizer se gostaste do livro que te dei. :) Be honest ^^ A MaMuu está a olhar para mim! xD

Ao Nuno: aposto em como já conhecias as palavras que estão escritas no livro que te dei. :) Espero que tenhas gostado. Confesso que achei mais simples escolher para ti do que para o Manu. ;)

Um Feliz Natal a todos,
I'll be back! =)

"Remember me" icon

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Director: José Manuel Fernandes
Directores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho

POL nº 6112 Quinta, 21 de Dezembro de 2006


Jornalista e designer criam ícone para servir a Web


É um não-me-esqueças, ou, se preferir, um miosótis, na denominação de raiz grega. Uma pequena flor azul, de cinco pétalas, que Mário Cameira, Web designer do PÚBLICO, desenhou a partir de uma ideia do jornalista José Vítor Malheiros, director do PUBLICO.PT. Esta pequena flor azul nasceu para servir a Web.
Numa altura em que muitos sites têm um registo obrigatório, mesmo que sejam de acesso livre, é comum, quando inserimos pela primeira vez o nosso nome de utilizador e a palavra-chave, que o site pergunte se queremos que ele memorize os nossos dados naquele computador. Basta para isso assinalar uma quadrícula seguida da expressão "Remember me" (Lembra-te de mim). O que Mário Cameira e José Vitor Malheiros propõem agora é que, em substituição da longa frase que, segundo Cameira, "incomoda qualquer web designer", os sites passem a usar uma pequena flor azul que pretendem que, dentro de algum tempo seja tão conhecida dos cibernautas como a pequena lupa que todos sabem que serve para aumentar a dimensão dos caracteres no ecrã, ou a casinha que nos leva à página inicial de um site.
O miosótis azul, o "Remember me icon", tem um site (http://www.remembermeicon.org) onde se pode conhecer a sua história e condições de utilização com base numa licença Creative Commons (CC), uma flexibilização do conceito de copyright que, em vez de blindar as obras de autor contra o seu uso, reutilização e manipulação, permite que os autores abdiquem de alguns dos seus direitos de forma selectiva. Neste caso o ícone pode ser copiado, distribuído, utilizado e alterado livremente, desde que não seja com fins comerciais. A.M.



in Público

Anuário

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Olá a todos, este email é breve e muito importante! Por favor, lê:
estamos a tentar criar uma apresentação multimédia (director, por exemplo) com uma ficha pessoal de todos os finalistas, professores e staff jcc. A ideia é na altura da Keima poder entregar a todos um cd que ao ser visualizado mais tarde vos remeta de forma positiva para as memórias de JCC que, para o bem e para o mal, consumiu 4 anos da nossa vida.
Da vossa parte, espera-se apenas que reenviem para este mail o anexo anuário.doc devidamente preenchido (1 minuto) com duas fotos individuais (primeiro e último ano) e uma foto de grupo, de alguma festa ou jantar ou momento de convívio que vos tenha marcado.
Da nossa parte, e com a preciosa ajuda do génios multimédicos, prometemos tentar fazer o melhor e-anuário de sempre, porque todos merecemos :)
Ficamos à espera de notícias!
Daniela Lavos Costa
Alexandra Figueiredo

Já avisei a Xana de que mando as coisas esta semana e que ajudo no que for preciso. :)

Parabéns, Lu!

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Este post é só para eu dar os parabéns à Luciana, uma amiga minha de JCC, por ter sido tia na quinta passada! :)
Agora sim, és literalmente tia! :P ;)

Mais um semestre

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Estou completamente estourada!
Já não sei o que é comer de faca e garfo nem o que é dormir uma noite completa... :|

Quote of the Day

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Funny Quote of the Day - Joey Adams - "Marriage is give and take. You'd better give it to her or she'll take it anyway."

Portugal e as 7 maravilhas

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A aproveitar a ideia das Sete Maravilhas do Mundo Moderno (e o facto de nenhuma entre todas as que foram a votação ser portuguesa), está a decorrer a votação para as Sete Maravilhas de Portugal.
Ok, temos muitas mais, mas aqui ficam as que escolhi dentre as sete finalistas. :)

| Convento e Basílica de Mafra
.: (aka Real Convento de Mafra ou Palácio Convento de Mafra) É um dos mais importantes monumentos - talvez o mais importante - do Barroco Português. Foi construído no século XVIII. Possui uma das mais importantes bibliotecas portuguesas. :.

| Igreja e Torre dos Clérigos
.: Projectada por Nicolau Nasoni e construída na primeira metade do século XVIII, é a marca mais emblemática do Barroco na cidade do Porto. É a obra mais relevante de Nasoni, cujos restos mortais repousam no seu interior. :.

| Mosteiro da Batalha
.: Construído no século XIV a mando de D. João I, é o edifício português mais representante da Dinastia de Avis. Marca a vitória dos Portugueses na Batalha de Aljubarrota (1385).
O projecto inicial foi alterado e a construição foi dotada de um cariz gótico inabalável no nosso país. Dele fazem parte várias capelas, incluindo as Capelas Imperfeitas, que estiveram em construção até ao século XVI. :.

| Mosteiro de Alcobaça
.: Construído a partir do século XII, este Mosteiro funcionou como uma Abadia de Cister. É a primeira e a maior obra dos princípios do Gótico português. Porém, inclui uma sacristia do estilo Manuelino, assim como salas do estilo Neo-gótico.
No transepto da Igreja, encontram-se os túmulo de D. Pedro e de D. Inês. :.

| Palácio Nacional da Pena
.: Ícone do Romantismo português, sito em Sintra. tem um claustro Manuelino e algumas partes da Capela são do estilo Renascentista.
De notar que Sintra é riquíssima em termos de monumentos históricos. :.

| Ruínas de Conímbriga
.: Um dos muitos marcos da presença romana em Portugal. Foi habitada, estima-se, entre os séculos IX aC e VI dC.
Através das ruínas, é possível estudar a vida das populações que habitaram a cidade, ficando-se a conhecer mais sobre a civilização Romana e sobre a sua ocupação em Portugal. :.

| Templo Romano de Évora
.: (aka Templo de Diana) Ex-líbris de Évora, julga-se que date do século II. Construção de estilo coríntio, como se pode ver pelas suas colunas - têm 9 a 11 vezes de altura a medida do diâmetro da base e os capiteís são muito adornados. :.



Nota: Espanta-me ainda não existir aquele URL. xD

Doenças do comportamento alimentar

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Na próxima quarta-feira, dia 13, pelas 23H00, está previsto um programa na RTPN, em directo, sobre as Doenças do Comportamento Alimentar - Anorexia/Bulimia Nervosas, onde será debatida a questão das "Passereles" como influência negativa nos(as) nestas doenças.
No Debate, estarão presentes, o Sr. Dr. Roma Torres, Psiquiatra, a representação da AFAAB, Drª Virgínia Ribeiro, Psicóloga, o Estilista Nuno Baltasar e a cantora Mónica Sintra, como testemunho directo.
Visto ser um tema interessante do meu ponto de vista, fica a dica para quem quiser/puder ver. :)

Imaginem 5 destes...

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(com o cio :P)

Lembram-se?

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"Ode Triunfal"

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À dolorosa luz das grandes lâmpadas eléctricas da fábrica
Tenho febre e escrevo.
Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,
Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.
Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!
Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!
Em fúria fora e dentro de mim,
Por todos os meus nervos dissecados fora,
Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!
Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,
De vos ouvir demasiadamente de perto,
E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso
De expressão de todas as minhas sensações,
Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!
Em febre e olhando os motores como a uma Natureza tropical --
Grandes trópicos humanos de ferro e fogo e força --
Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,
Porque o presente é todo o passado e todo o futuro
E há Platão e Virgílio dentro das máquinas e das luzes eléctricas
Só porque houve outrora e foram humanos Virgílio e Platão,
E pedaços do Alexandre Magno do século talvez cinquenta,
Átomos que hão de ir ter febre para o cérebro do Ésquilo do século cem,
Andam por estas correias de transmissão e por estes êmbolos e por estes volantes,
Rugindo, rangendo, ciciando, estrugindo, ferreando,
Fazendo-me um excesso de carícias ao corpo numa só carícia à alma.
Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!
Ser completo como uma máquina!
Poder ir na vida triunfante como um automóvel último-modelo!
Poder ao menos penetrar-me fisicamente de tudo isto,
Rasgar-me todo, abrir-me completamente, tornar-me passento
A todos os perfumes de óleos e calores e carvões
Desta flora estupenda, negra, artificial e insaciável!
Fraternidade com todas as dinâmicas!
Promíscua fúria de ser parte-agente
Do rodar férreo e cosmopolita
Dos comboios estrénuos,
Da faina transportadora-de-cargas dos navios,
Do giro lúbrico e lento dos guindastes,
Do tumulto disciplinado das fábricas,
E do quase-silêncio ciciante e monótono das correias de transmissão!

Horas europeias, produtoras, entaladas
Entre maquinismos e afazeres úteis!
Grandes cidades paradas nos cafés,
Nos cafés -- oásis de inutilidades ruidosas
Onde se cristalizam e se precipitam
Os rumores e os gestos do Útil
E as rodas, e as rodas-dentadas e as chumaceiras do Progressivo!
Nova Minerva sem-alma dos cais e das gares!
Novos entusiasmos da estatura do Momento!
Quilhas de chapas de ferro sorrindo encostadas às docas,
Ou a seco, erguidas, nos pianos-inclinados dos portos!
Actividade internacional, transatlântica, Canadian-Pacific!
Luzes e febris perdas de tempo nos bares, nos hotéis,
Nos Longchamps e nos Derbies e nos Ascots,
E Piccadillies e Avenues de l'Opera que entram
Pela minh'alma dentro!
Hé-lá as ruas, hé-lá as praças, hé-la-hó la foule!
Tudo o que passa, tudo o que pára às montras!
Comerciantes; vadios; escrocs exageradamente bem-vestidos;
Membros evidentes de clubes aristocráticos;
Esquálidas figuras dúbias; chefes de família vagamente felizes
E paternais até na corrente de oiro que atravessa o colete
De algibeira a algibeira!
Tudo o que passa, tudo o que passa e nunca passa!
Presença demasiadamente acentuada das cocotes;
Banalidade interessante (e quem sabe o quê por dentro?)
Das burguesinhas, mãe e filha geralmente,
Que andam na rua com um fim qualquer,
A graça feminil e falsa dos pederastas que passam, lentos;
E toda a gente simplesmente elegante que passeia e se mostra
E afinal tem alma lá dentro!

(Ah, como eu desejaria ser o souteneur disto tudo!)

A maravilhosa beleza das corrupções políticas,
Deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos,
Agressões políticas nas ruas,
E de vez em quando o cometa dum regicídio
Que ilumina de Prodígio e Fanfarra os céus
Usuais e lúcidos da Civilização quotidiana!

Notícias desmentidas dos jornais,
Artigos políticos insinceramente sinceros,
Notícias passez à-la-caisse, grandes crimes --
Duas colunas deles passando para a segunda página!
O cheiro fresco a tinta de tipografia!
Os cartazes postos há pouco, molhados!
Vients-de-paraitre amarelos com uma cinta branca!
Como eu vos amo a todos, a todos, a todos,
Como eu vos amo de todas as maneiras,
Com os olhos e com os ouvidos e com o olfacto
E com o tacto (o que palpar-vos representa para mim!)
E com a inteligência como uma antena que fazeis vibrar!
Ah, como todos os meus sentidos têm cio de vós!
Adubos, debulhadoras a vapor, progressos da agricultura!
Química agrícola, e o comércio quase uma ciência!
Ó mostruários dos caixeiros-viajantes,
Dos caixeiros-viajantes, cavaleiros-andantes da Indústria,
Prolongamentos humanos das fábricas e dos calmos escritórios!

Ó fazendas nas montras! ó manequins! ó últimos figurinos!
Ó artigos inúteis que toda a gente quer comprar!
Olá grandes armazéns com várias secções!
Olá anúncios eléctricos que vêm e estão e desaparecem!
Olá tudo com que hoje se constrói, com que hoje se é diferente de ontem!
Eh, cimento armado, beton de cimento, novos processos!
Progressos dos armamentos gloriosamente mortíferos!
Couraças, canhões, metralhadoras, submarinos, aeroplanos!
Amo-vos a todos, a tudo, como uma fera.
Amo-vos carnivoramente,
Pervertidamente e enroscando a minha vista
Em vós, ó coisas grandes, banais, úteis, inúteis,
Ó coisas todas modernas,
Ó minhas contemporâneas, forma actual e próxima
Do sistema imediato do Universo!
Nova Revelação metálica e dinâmica de Deus!

Ó fábricas, ó laboratórios, ó music-halls, ó Luna-Parks,
Ó couraçados, ó pontes, ó docas flutuantes --
Na minha mente turbulenta e incandescida
Possuo-vos como a uma mulher bela,
Completamente vos possuo como a uma mulher bela que não se ama,
Que se encontra casualmente e se acha interessantíssima.

Eh-lá-hô fachadas das grandes lojas!
Eh-lá-hô elevadores dos grandes edifícios!
Eh-lá-hô recomposições ministeriais!
Parlamento, políticas, relatores de orçamentos;
Orçamentos falsificados!
(Um orçamento é tão natural como uma árvore
E um parlamento tão belo como uma borboleta.)

Eh-lá o interesse por tudo na vida,
Porque tudo é a vida, desde os brilhantes nas montras
Até à noite ponte misteriosa entre os astros
E o amor antigo e solene, lavando as costas
E sendo misericordiosamente o mesmo
Que era quando Platão era realmente Platão
Na sua presença real e na sua carne com a alma dentro,
E falava com Aristóteles, que havia de não ser discípulo dele.
Eu podia morrer triturado por um motor
Com o sentimento de deliciosa entrega duma mulher possuída.
Atirem-me para dentro das fornalhas!
Metam-me debaixo dos comboios!
Espanquem-me a bordo de navios!
Masoquismo através de maquinismos!
Sadismo de não sei quê moderno e eu e barulho!

Up-lá hó jóquei que ganhaste o Derby,
Morder entre dentes o teu cap de duas cores!

(Ser tão alto que não pudesse entrar por nenhuma porta!
Ah, olhar é em mim uma perversão sexual!)
Eh-lá, eh-lá, eh-lá, catedrais!
Deixai-me partir a cabeça de encontro às vossas esquinas,
E ser levantado da rua cheio de sangue
Sem ninguém saber quem eu sou!
Ó tramways, funiculares, metropolitanos,
Roçai-vos por mim até ao espasmo!
Hilla! hilla! hilla-hô!
Dai-me gargalhadas em plena cara,
Ó automóveis apinhados de pândegos e de putas,
Ó multidões quotidianas nem alegres nem tristes das ruas,
Rio multicolor anónimo e onde eu me posso banhar como quereria!
Ah, que vidas complexas, que coisas lá pelas casas de tudo isto!
Ah, saber-lhes as vidas a todos, as dificuldades de dinheiro,
As dissensões domésticas, os deboches que não se suspeitam,
Os pensamentos que cada um tem a sós consigo no seu quarto
E os gestos que faz quando ninguém pode ver!
Não saber tudo isto é ignorar tudo, ó raiva,
Ó raiva que como uma febre e um cio e uma fome
Me põe a magro o rosto e me agita às vezes as mãos
Em crispações absurdas em pleno meio das turbas
Nas ruas cheias de encontrões!
Ah, e a gente ordinária e suja, que parece sempre a mesma,
Que emprega palavrões como palavras usuais,
Cujos filhos roubam às portas das mercearias
E cujas filhas aos oito anos -- e eu acho isto belo e amo-o! --
Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada.
A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa
Por vielas quase irreais de estreiteza e podridão.
Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está abaixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma política destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim,
Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus,
Inatingíveis por todos os progressos,
Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida!
(Na nora do quintal da minha casa
O burro anda à roda, anda à roda,
E o mistério do mundo é do tamanho disto.
Limpa o suor com o braço, trabalhador descontente.
A luz do sol abafa o silêncio das esferas
E havemos todos de morrer,
Ó pinheirais sombrios ao crepúsculo,
Pinheirais onde a minha infância era outra coisa
Do que eu sou hoje. . . )

Mas, ah outra vez a raiva mecânica constante!
Outra vez a obsessão movimentada dos ónibus.
E outra vez a fúria de estar indo ao mesmo tempo dentro de todos os comboios
De todas as partes do mundo,
De estar dizendo adeus de bordo de todos os navios,
Que a estas horas estão levantando ferro ou afastando-se das docas.
Ó ferro, ó aço, ó alumínio, ó chapas de ferro ondulado!
Ó cais, ó portos, ó comboios, ó guindastes, ó rebocadores!
Eh-lá grandes desastres de comboios!
Eh-lá desabamentos de galerias de minas!
Eh-lá naufrágios deliciosos dos grandes transatlânticos!
Eh-lá-hô revoluções aqui, ali, acolá,
Alterações de constituições, guerras, tratados, invasões,
Ruído, injustiças, violências, e talvez para breve o fim,
A grande invasão dos bárbaros amarelos pela Europa,
E outro Sol no novo Horizonte!
Que importa tudo isto, mas que importa tudo isto
Ao fúlgido e rubro ruído contemporâneo,
Ao ruído cruel e delicioso da civilização de hoje?
Tudo isso apaga tudo, salvo o Momento,
O Momento de tronco nu e quente como um fogueiro,
O Momento estridentemente ruidoso e mecânico,
O Momento dinâmico passagem de todas as bacantes
Do ferro e do bronze e da bebedeira dos metais.
Eia comboios, eia pontes, eia hotéis à hora do jantar,
Eia aparelhos de todas as espécies, férreos, brutos, mínimos,
Instrumentos de precisão, aparelhos de triturar, de cavar,
Engenhos, brocas, máquinas rotativas!
Eia! eia! eia!
Eia eletricidade, nervos doentes da Matéria!
Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do inconsciente!
Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!
Eia todo o passado dentro do presente!
Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!
Eia! eia! eia!
Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita!
Eia! eia! eia, eia-hô-ô-ô!
Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me.
Engatam-me em todos os comboios.
Içam-me em todos os cais.
Giro dentro das hélices de todos os navios.
Eia! eia-hô eia!
Eia! sou o calor mecânico e a electricidade!
Eia! e os rails e as casas de máquinas e a Europa!
Eia e hurrah por mim-tudo e tudo, máquinas a trabalhar, eia!

Galgar com tudo por cima de tudo! Hup-lá!

Hup-lá, hup-lá, hup-lá-hô, hup-lá!
Hé-lá! He-hô Ho-o-o-o-o!
Z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z-z!
Ah não ser eu toda a gente e toda a parte!

Álvaro de Campos