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Shooting stars...

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A semana passada foi o pico de uma chuva de meteoros de nome "Perseidas". É assim chamada pois a "chuva" aparenta vir da constelação de Perseus. Eu, infelizmente, não moro num local que me permitiu ver de um modo decente este belo espectáculo, mas encontrei um video onde pelo menos dá para imaginar o que terá sido estar por baixo de tal céu! Enjoy!

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Click here to see stars!

(editei o post porque tentei pôr o vídeo directamente, mas não ficou bem por isso...)

Noites Ritual

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No próximo dia 28 estou a planear ir ao "Noites Ritual". Para ir ouvir o quê? Pois os autores de várias lindas músicas de que a seguinte serve de exemplo!

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Desculpem, doutos homens, estetas,
Espíritos poetas, almas delicadas,
A falsidade do meu génio e das minhas palavras.

Que é a erudição que eu canto,
Que é da vida, o espanto, que é do belo, a graça,
Mas eu só ambiciono a arte de plantar batatas.

Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
Nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.

Bem sei que há trolhas escritores,
Letrados estucadores e serventes poetas;
E poetas que são verdadeiros pedreiros das letras.
E canta em arte genuína, o pescador humilde,
A varina modesta;
E tanta vedeta devia dedicar-se à pesca.

Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
É que nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.

Por não fazer o que mais gosto
Eu canto com desgosto, o facto de aqui estar;
E algures sei que alguém mal disposto
Ocupa o meu lugar.

Ninguém está bem com o que tem...
E há sempre um que vem e que nos vai valer;
Porém quase sempre esse alguém não é quem deve ser.

Desculpem lá qualquer coisinha
Mas não está cá quem canta o fado.
Se era p'ra ouvir a Deolinda,
Entraram no sítio errado.
É que nós estamos numa casa ali ao lado.
Andamos todos uma casa ao nosso lado.

E é a mudar que vos proponho!
Não é um passo medonho em negras utopias;
É tão simples como mudar de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!

- Canção ao Lado, Deolinda

Banabóia

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A segunda crítica surge-nos com uma viagem de fim-de-semana a Barcelos. Sem conhecermos a cidade, andámos a ver a oferta em termos de jantar e de sítios agradáveis para uma refeição descansada.

No centro da cidade, encontramos o Banabóia, uma cervejaria de espaço amplo com uma oferta simpática. Não estando completamente cheio, esperava-se um serviço eficaz e eficiente, com um atendimento rápido. Pedimos sugestões para o jantar, de acordo com o que queríamos e para sabermos o que seria mais apetecível naquela altura. Foram-nos sugeridos o Bife à Banabóia, supostamente um bife alto e mal passado, e a Salada Russa com Filetes de Pescada (pedida sem maionese misturada).

Chegam as entradas: rissóis (de camarão, de carne, de bacalhau e misto), bolinhos de bacalhau,... boas iguarias, bem confeccionadas, na generalidade, sem fazerem grande alarido, contudo. Também nos foi servido um cesto bem recheado de pão de água e broa frescos e o habitual pratinho de queijo e manteiga.

Sentados ainda a aproveitar as entradas (que, pela fome que tínhamos, não duraram muito tempo...), reparávamos no tempo que demorava a servir os clientes que estariam no restaurante há mais tempo que nós. Confesso o desagrado que senti ao ver que havia clientes já a pedirem a segunda bebida enquanto esperavam pelo prato que tardava.
Esperamos cerca de meia hora ainda para sermos servidos.

A Salada Russa ficou muito aquém do que este prato tão simples na realidade seria. Os filetes, de fraca qualidade, eram de outro peixe parecido, de textura mais plástica e borrachuda, desagradável. Já a salada em si era composta de macedónia congelada, servida bastante fria, o que não permitia, sequer, que se encontrasse o sabor dos alimentos. Para além da fraca confecção, ainda nos privavam de dar uso ao nosso paladar. Uma desatenção: vinha com maionese misturada. Pontos a menos.

Com a Salada Russa veio o Bife à Banabóia. Uma tentativa clara para evitar o proverbial "à moda da casa" num prato que, manifestamente, não trazia nada de novo ou de especial entre tantos "Bifes com Ovo a Cavalo, molho de Champignon (leia-se cogumelos, dado que a natureza mediana da cozinha de cervejaria não almeja dotes de "aute cuisine française") e batata frita a acompanhar" que se oferecem por todo o país.

Tira-se uma lição valiosíssima desta experiência: não se pode fazer crítica gastronómica de barriga completamente vazia, uma vez que, seja qual for o prato submetido à consideração, a fome impedirá o apreciador de avaliar, com cuidado e atenção, as texturas e aromas que mereçam referência. Porém, em abono da verdade, deve dizer-se também que não havia realmente nada de novo no prato. Um bife tenro que se queria mal-passado com um molho de cogumelos que não perdia nada estando um pouco mais grosso. Entenda-se que não era uma mistela aquosa, no entanto, apontemos sempre ao melhor. As batatas, das congeladas, em pacote, prontas a fritar, não estavam nem muito salgadas nem insossas... apenas mais um facto a lamentar, não só neste restaurante mas também em muitos outros: a quantidade de batata frita congelada que se serve.
Talvez seja "possidonite" minha, mas agrada-me muito mais aperceber-me de uma batata descascada e cortada na hora, lavada com água e sal antes de saltar para a frigideira, do que essa moda "desenrascada" do uso de batatas congeladas, mal descongeladas, submetidas ao óleo e do óleo para o prato com um tom que oscila entre o branco e um amarelo desmaiado.

Ainda que de estômago completo - não diria que estávamos completamente satisfeitos com o serviço, mas também não exagerando por aí - seguimos para a sobremesa: mousse de chocolate para ambos. Caseira como se pedia, consistente, mas demasiado doce. Uma dose muito bem servida, no entanto. (Confesso que até ficámos com pena de pedir duas em vez de uma e simplesmente a dividirmos.)

Em suma, fomos a um restaurante matar a fome e verdade é que era possível sair empanturrado. O ambiente do restaurante seria mais próprio para uma festa de anos de adolescentes (como havia, numa mesa comprida, um pouco afastada) do que propriamente para um jantar romântico ou uma celebração de algo especial. Cumpriu a função de alimentar dois viajantes exaustos e pouco exigentes. Não cumpriria se no lugar destes estivessem dois curiosos críticos exigindo ser satisfeitos.

Worse...

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It's true...

The dancing strip of paper

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Já se perguntaram o que aconteceria se virassem a vossa webcam para o próprio vídeo que está a filmar? Bem, estava eu a mexer na minha e eis que é mesmo isso que acontece. Agora imaginem que ali por perto está uma tira de papel que, sem mais nem menos, começa a dançar em frente à câmara!!

Gosto de ver filmes, não entendo nada de como fazer filmes, mas o efeito ficou giro portanto... Aqui está o resultado!



Realizado por: Yoseph
Produzido por: Yoseph
Cinematografia por: Yoseph
Tira de papel como: "A tira de papel"

Cheers

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Podia ser apenas um título apelativo para mais um post deste blog, mas o Weedeias começa, para já, a incluir uma nova vertente relacionada com a divulgação de espaços visitados. Penso que já houve um ou outro texto nesse estilo, mas é aqui que oficialmente dou início a essa rubrica. Fica, então, também o convite aos restantes membros do blog, para que enriqueçam este espaço com boas ideias e críticas.

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Começo esta rubrica com um restaurante vimaranense, o Cheers. Tem um nome agradável, que me lembrou, inevitavelmente, da série "Cheers, aquele bar", como também deve ter acontecido a mais gente.
Entre os dois espaços disponíveis - o interior do restaurante e a esplanada na Praça de Santiago -, optámos pelo exterior, já que o tempo estava relativamente ameno e o ar fresco era convidativo. O interior do restaurante também era bastante agradável: em pedra, combinava tons de bordeaux e amarelo nas mesas.

Fomos rapidamente atendidos. Logo no início, duas taças de champanhe, uma para cada. Apesar de ter dispensado (lamento, mas não cai nas minhas preferências), soube que foi um mimo bem aplicado a quem frequentou o espaço.
Enquanto esperávamos pelo prato principal, as entradas: pão de água, azeite perfumado com ervas aromáticas e azeitonas pretas com orégãos. Algo simples, mas apreciado.
A refeição em si não tardou. Arroz de pato e Posta à Mirandesa, ambos pratos da nossa predilecção. Agradável aos olhos e de aroma apetecível, permitiu-nos disfrutar de uma boa refeição, de sabores completos, num ambiente menos informal e antigo.

Cada prato confeccionado com esmero. A suculenta Posta à Mirandesa, apresentada com acompanhamento de uma pequena vasilha com grelos e pequenas batatas noisette regadas com um fino fio de azeite.
Aparentemente bem passada, deixava escapar umas gotas de sangue apesar do tom rosado interior e não manifestamente rubro sob a lâmina. A ajudar à delícia visual, num prato equilibrado de tons terra, o polvilhado de oregãos emprestava à carne o cheiro quente da erva aromática sem cair em excesso, respeitando o sabor e a independência da Posta.
Talvez pela falta de prática do suposto crítico, cometeu-se o erro de acompanhar tal prato com uma cerveja preta. O ideal seria uma cerveja menos encorpada, como a Abadia da Super Bock ou a Bohemia da Sagres, ou, numa atitude mais ortodoxa, um vinho tinto, maduro, talvez alentejano para se contrapor ao prato trasmontano.
Satisfez, ainda assim, o gosto ainda despretensioso mas firme do conviva que irresolutamente escolheu tal prato para a noite.

O Arroz de Pato, prato típico da zona de Braga, foi servido numa taça quadrangular, permitindo um jogo visual interessante. De confecção leve, a carne bem cozinhada, mas tenra, dava ao arroz o sabor. Sentia -se o aroma agradável desta iguaria. Para além do pato, também se encontravam pequenos pedacinhos de toucinho e rodelas de chouriço, e, por cima, o queijo gratinado conferia uma textura extra ao prato.
Sendo a carne de pato normalmente seca e de cariz difícil, este prato normalmente pede algumas gorduras que a amaciem. Sem cair em quaisquer exageros, o toucinho emprestou a gordura necessária. O arroz, no ponto, com as carnes foram o conjunto perfeito de aroma e sabor que se pretendia. Um prato que deixa o cliente deliciado e que merece referência.

Ainda que satisfeitos, prosseguimos para as sobremesas.
O semi-frio de morango foi uma pequena ousadia que realmente compensou. Torna-se difícil degustar qualquer prato quando já nos encontramos satisfeitos. No entanto, o sabor suave e fresco daquela sobremesa revelou-se balsâmico para um estômago que se suporia pesado. De facto, nem a base de bolacha, possivelmente amanteigada, nem o recheio se afirmaram como um desafio à digestão.
A mousse de chocolate de confecção caseira deliciava a visão e o paladar. De cor homogénea, textura rica e leve e de aroma rico a chocolate, esta sobremesa era o culminar de um manjar em tudo agradável. Bastante fofa, a mousse trazia o sabor completo do seu componente principal, não deixando restos de açúcar ou de manteiga interferirem na degustação. Mais uma prova superada.

Dos poucos "senãos", surge a pequena confusão dos empregados, sem mãos a medir no serviço às várias mesas repletas com a agravante da reunião de britânicos na urbe nesse fim-de-semana motivado pelo encontro futebolístico. Ainda assim, não há o que apontar em relação à simpatia dos empregados, que se demonstraram bastante atenciosos.

O total da refeição rondou os 30€.

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