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Paço das Almas

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O local, a beira-mar.
A altura, um final de dia, com o sol prestes a pôr-se.
Pretende-se um sítio calmo para um jantar mais intimista e o Paço das Almas é despretencioso o suficiente para proporcionar uma boa refeição.
O restaurante tem mesas no interior e tem uma esplanada, na entrada, ideal para o Verão, numa disponibilidade de total de cerca de 20 lugares para cada um dos espaços. Aconselha-se a reserva, apesar de estar situado atrás do Forte de Leça da Palmeira e não ter tanta visibilidade como a primeira linha de mar.

Calmo e acolhedor, este restaurante traz-nos materiais fortes e simultaneamente familiares, como a pedra e a madeira juntas. Algumas das paredes da sala interior (assim como as casas-de-banho) estão literalmente cobertas de literatura: folhas soltas que nos podem deixar divagar pelas suas palavras - que, tão depressa podem ser as nossas - enquanto nos refugiamos da azáfama da cidade.
A luz das velas traz-nos maior calmia e a música ambiente (Jazz e Bossa Nova, constantes presenças), não deixa o stress do quotidiano entrar, permitindo-nos apreciar uma boa refeição.

A cozinha é tipicamente portuguesa, saboreada num ambiente rústico, até romântico, onde Camões é o anfitrião (chamo a atenção para os versos que estão expostos à entrada).
Aconselham-se várias visitas, de forma a poderem ser provados pratos diferentes; aqui sugerimos os Lombos de Pescada com molho de marisco, o Arroz de marisco e os Miminhos de Boi, apesar de também se recomendarem os vários pratos de peixe fresco (aqui um belo benefício da localização do restaurante).
Para a sobremesa, o fondue de chocolate e a mousse de chocolate caseira são dois apontamentos a ter em conta neste livro de gastronomia.

O preço médio por pessoa, numa refeição completa, rondará os 15 euros. Bastante acessível dado o posicionamento e o próprio acolhimento.

Doce Ritual

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A Doce Ritual é uma casa de chá que fica na Rua da Torrinha, n.º 86, no Porto.
É um sítio escondido e relativamente pouco frequentado, quanto mais não seja porque a sua localização não será a mais central nem de passagem, na baixa portuense.
Neste espaço há sempre a possibilidade de disfrutarmos de uma refeição leve e caseira enquanto vemos algumas pinturas, gravuras ou fotografias, já que as Artes são sempre lá bem-vindas.

A apreciar os bolos (caseiros, desde bolo de chocolate, ananás, noz, canela, entre outras delícias que vão surgindo), os scones com compotas (igualmente caseiras) e as bolachas artesanais. Ao almoço podemos ainda experimentar as saladas variadas da casa, quer quentes, quer frias.
Tudo enquanto disfrutamos de um saboroso chá, dos mais diversos que têm à disposição.

Os preços são apelativos para um serviço de boa qualidade.
Um ritual doce que cai sempre bem.