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Frustração

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Para quem se quiser dar ao trabalho de ler...

Modelo conceptual – descrição do projecto:

O meu projecto tem por base um modelo conceptual baseado em actividades, particularmente em dar instruções e manipular.

Para dar instruções, o utilizador tem à disposição o habitual teclado numérico, assim como as teclas de “Ok” (Prosseguir, a verde) e “Cancelar” (Anular, a vermelho). Foram acrescentadas teclas de escolha de idiomas (português, inglês, espanhol, etc.) e as restantes teclas da máquina desaparecem.

Para navegar nos conteúdos, há duas possibilidades: utilizar o rato esférico ou tocar em qualquer um dos ecrãs directamente (“touchscreens”). Estas duas possibilidades pertencem já ao domínio da manipulação.

Em relação à disposição dos menus no ecrã inicial, no lado esquerdo são apresentadas as opções do Multibanco (“levantamentos”, “consultas”, “pagamentos”, “compras”, “outros”). Do lado direito vão ser apresentadas as opções mais utilizadas por cada utilizador – os “favoritos”.

Quando o utilizador escolher uma operação, quer carregando no ecrã, quer seleccionando com rato, os menus do lado oposto desaparecem, dando lugar aos submenus disponíveis da opção seleccionada.

Caso esses submenus tenham opções dentro de si, ao serem seleccionados os restantes menus descem e minimizam, continuando acessíveis, e as do menu escolhido descem em “dropdown”.

Com a ramificação que se vai formando à medida que se escolhem operações, é possível ao utilizador saber sempre onde se está (em que menu / submenu / operação). Esta árvore funciona por analogia ao sistema informático, em que há várias pastas dentro de pastas, e ficheiros dentro destas (apesar de nem sempre estar visível, forma-se uma árvore).

Quando não houver alguma opção à partida disponível, devido a alguma falta (falta de papel para os talões, falta de notas, falta de moedas, avaria, etc), essa indisponibilidade será representada nos ecrãs e o utilizador será avisado quando inserir o cartão. No caso da máquina estar fora de serviço, serão indicado nos ecrãs as caixas automáticas mais próximas, com morada e mapa.

Em relação aos aspectos físicos da máquina, fiz, como acima referi, alterações no teclado. Para além das mudanças em termos de teclas, é também acrescentado um rato esférico.

Para responder a utilizadores de diferentes alturas, há dois ecrãs à disposição: um em frente, na localização habitual do ecrã das Caixas Automáticas, e outro junto do teclado, mais pequeno. Assim, tanto as pessoas mais altas como as mais altas conseguem visualizar os conteúdos. Ambos os ecrãs são “touchscreens”, pelo que ambos são utilizáveis.

Actualmente, as caixas Multibanco não possuem instruções; apenas uma listas das funções capazes de desempenhar (até porque as funções disponíveis nas máquinas dentro dos bancos não são exactamente as mesmas das que estão fora dos bancos). Por isso, na parede lateral esquerda, há uma breve descrição instrutória de como utilizar a máquina (referências ao “touchscreen”, ao rato, etc.) em português e em inglês. A pensar em cidadãos invisuais, juntei também um painel de instruções em Braille junto ao teclado, onde é bem acessível. Relacionado com isto, junto a cada ranhura há também o título em Braille. No teclado numérico, cada número tem a sua representação nesta linguagem, assim como os botões do rato. A pensar nestes utilizadores, será também activada uma gravação sonora quando o cartão for inserido (o cartão tem memorizadas estas necessidades especiais do utilizador). Em caso de haver algum problema, como a falta de notas, por exemplo, o utilizador seria logo notificado. Para haver alguma privacidade, alguns dados não serão disponibilizados pela gravação, como o pin inserido (apenas dirá, no fim de se inserir o código, se está correcto ou incorrecto) e a falta de crédito (neste caso, dirá apenas que não é possível efectuar a operação). A dispositivo de som estará colocado no painel inferior, para ser mais próximo do utilizador.

Também para melhorar a visibilidade da máquina em si, há, na parte superior, luzes, que são accionadas através de sensores detectores de presença. Quando alguém se aproximar da máquina e efectuar o gesto de inserir um cartão, as luzes acendem; o inverso acontece quando a pessoa retirar o cartão e se afastar.

Tornando as ranhuras mais visíveis, todas têm títulos luminosos, sendo uns mais reforçados do que outros (a do cartão (com o título “cartão”) é a que possui uma tipografia e uma luz mais forte, por exemplo).

O sistema utilizado é o de cartão com banda magnética ou com chip integrado. Este cartão tem a capacidade de armazenar informações sobre o seu utilizador; desta forma, quando for inserido (e validado através de Pin, como actualmente), aparece imediatamente, no lado direito do ecrã, uma lista das quatro tarefas mais frequentemente desempenhadas pelo utilizador – a lista de “Favoritos”.

Para informar os utilizadores e para os ajudar a chegar às operações que desejam, está disponível um sistema de ajuda, canto superior esquerdo do ecrã. Ao ser activado, disponibiliza informações sobre os menus do ecrã em que se encontra: para que servem, como se utilizam, que opções incluem (se incluírem), como retroceder, etc.

Nesta versão da máquina Multibanco incluíram-se novas ranhuras, que servem novas funções da máquina. Para além das habituais ranhuras de “cartão” (para o cartão de crédito ou de débito, sendo todos os tipos de cartões aceites) e de “talão”, há a de “caderneta”, que algumas máquinas têm, mas não todas. Assim passa a ser possível, em todas as máquinas, utilizar a caderneta, para quaisquer operações, independentemente do banco em que se tenha a conta. Também sugiro esta universalidade em relação aos depósitos – apesar desta função não estar directamente ligada à máquina Multibanco e sim aos bancos. Nos levantamentos, deixa de existir uma simples ranhura e passa a existir uma superfície côncava, para que também se possam levantar moedas.

As novas ranhuras são as de “depósitos, cheques e câmbios” e “bilhetes”. A primeira responde às operações de depósitos em papel (notas ou cheques), à disponibilização imediata de cheques e ao câmbio (inserem-se as notas para trocar nesta ranhura). A ranhura “bilhetes” serve para se carregar e comprar bilhetes “Andante”, passes dos STCP (ou outros serviços de transportes), bilhetes da CP e bilhetes para espectáculos. Esta ranhura foi criada especialmente por causa dos três primeiros casos, em que (mais até no caso dos “Andantes” e dos cartões de passe) o utilizador tem que inserir o próprio cartão na máquina para comprar viagens. Deste modo, a ranhura “cartão” está disponível para o cartão Multibanco e a de “bilhete” para os restantes cartões. Em relação aos bilhetes para espectáculos, sai por esse espaço um bilhete semelhante ao que se compraria numa bilheteira, em vez do habitual talão Multibanco que se tem que ir trocar por um bilhete antes de se entrar no recinto do evento – assim poupa-se tempo em filas.

Fancy, anyone? :\

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