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Cheers

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Podia ser apenas um título apelativo para mais um post deste blog, mas o Weedeias começa, para já, a incluir uma nova vertente relacionada com a divulgação de espaços visitados. Penso que já houve um ou outro texto nesse estilo, mas é aqui que oficialmente dou início a essa rubrica. Fica, então, também o convite aos restantes membros do blog, para que enriqueçam este espaço com boas ideias e críticas.

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Começo esta rubrica com um restaurante vimaranense, o Cheers. Tem um nome agradável, que me lembrou, inevitavelmente, da série "Cheers, aquele bar", como também deve ter acontecido a mais gente.
Entre os dois espaços disponíveis - o interior do restaurante e a esplanada na Praça de Santiago -, optámos pelo exterior, já que o tempo estava relativamente ameno e o ar fresco era convidativo. O interior do restaurante também era bastante agradável: em pedra, combinava tons de bordeaux e amarelo nas mesas.

Fomos rapidamente atendidos. Logo no início, duas taças de champanhe, uma para cada. Apesar de ter dispensado (lamento, mas não cai nas minhas preferências), soube que foi um mimo bem aplicado a quem frequentou o espaço.
Enquanto esperávamos pelo prato principal, as entradas: pão de água, azeite perfumado com ervas aromáticas e azeitonas pretas com orégãos. Algo simples, mas apreciado.
A refeição em si não tardou. Arroz de pato e Posta à Mirandesa, ambos pratos da nossa predilecção. Agradável aos olhos e de aroma apetecível, permitiu-nos disfrutar de uma boa refeição, de sabores completos, num ambiente menos informal e antigo.

Cada prato confeccionado com esmero. A suculenta Posta à Mirandesa, apresentada com acompanhamento de uma pequena vasilha com grelos e pequenas batatas noisette regadas com um fino fio de azeite.
Aparentemente bem passada, deixava escapar umas gotas de sangue apesar do tom rosado interior e não manifestamente rubro sob a lâmina. A ajudar à delícia visual, num prato equilibrado de tons terra, o polvilhado de oregãos emprestava à carne o cheiro quente da erva aromática sem cair em excesso, respeitando o sabor e a independência da Posta.
Talvez pela falta de prática do suposto crítico, cometeu-se o erro de acompanhar tal prato com uma cerveja preta. O ideal seria uma cerveja menos encorpada, como a Abadia da Super Bock ou a Bohemia da Sagres, ou, numa atitude mais ortodoxa, um vinho tinto, maduro, talvez alentejano para se contrapor ao prato trasmontano.
Satisfez, ainda assim, o gosto ainda despretensioso mas firme do conviva que irresolutamente escolheu tal prato para a noite.

O Arroz de Pato, prato típico da zona de Braga, foi servido numa taça quadrangular, permitindo um jogo visual interessante. De confecção leve, a carne bem cozinhada, mas tenra, dava ao arroz o sabor. Sentia -se o aroma agradável desta iguaria. Para além do pato, também se encontravam pequenos pedacinhos de toucinho e rodelas de chouriço, e, por cima, o queijo gratinado conferia uma textura extra ao prato.
Sendo a carne de pato normalmente seca e de cariz difícil, este prato normalmente pede algumas gorduras que a amaciem. Sem cair em quaisquer exageros, o toucinho emprestou a gordura necessária. O arroz, no ponto, com as carnes foram o conjunto perfeito de aroma e sabor que se pretendia. Um prato que deixa o cliente deliciado e que merece referência.

Ainda que satisfeitos, prosseguimos para as sobremesas.
O semi-frio de morango foi uma pequena ousadia que realmente compensou. Torna-se difícil degustar qualquer prato quando já nos encontramos satisfeitos. No entanto, o sabor suave e fresco daquela sobremesa revelou-se balsâmico para um estômago que se suporia pesado. De facto, nem a base de bolacha, possivelmente amanteigada, nem o recheio se afirmaram como um desafio à digestão.
A mousse de chocolate de confecção caseira deliciava a visão e o paladar. De cor homogénea, textura rica e leve e de aroma rico a chocolate, esta sobremesa era o culminar de um manjar em tudo agradável. Bastante fofa, a mousse trazia o sabor completo do seu componente principal, não deixando restos de açúcar ou de manteiga interferirem na degustação. Mais uma prova superada.

Dos poucos "senãos", surge a pequena confusão dos empregados, sem mãos a medir no serviço às várias mesas repletas com a agravante da reunião de britânicos na urbe nesse fim-de-semana motivado pelo encontro futebolístico. Ainda assim, não há o que apontar em relação à simpatia dos empregados, que se demonstraram bastante atenciosos.

O total da refeição rondou os 30€.

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